Histórias românticas não são o tipo de material com o qual a
maioria dos sucesssos recentes de Hollywood é feito – mesmo
quando se fala de histórias românticas sobre vampiros.
Também não são sucesso históras criadas por mulheres, com um
predominante público feminino, filmadas com baixo orçamento e um
elenco relativamente desconhecido, lançados por um distribuidor
independente tentando estabelecer um nicho entre a meia dúzia dos
gigantes de Hollywood.
Ainda assim, a produtora Summit Entertainment tem uma boa razão
para acreditar porque “Twilight”
(“Crepúsculo”) terá um faturamento maior que a média
dos dramas adolescentes sobre uma garota socialmente desajustada
apaixonada por um belo e misterioso garoto. O filme tem estréia
prevista para 19 de dezembro no Brasil.
“Twlight” até tem alguns efeitos especiais, mas está
longe do banquete visual que domina Hollywood. Custou US$ 37
milhões, uma pechincha se comparado a filmes que custam quatro ou
cinco vezes mais.
O que “Twilight” oferece é um romance épico e marcado
pelo destino, melodrama, perigos, um eleno jovem e atraente e um
final cheio de ação. Mas acima de tudo, tem provavelmente a base de
fãs mais apaixonada de qualquer adaptação literária desde Harry
Potter.
“Eu sabia que algumas pessoas iriam adorar os livros, mas não
imaginava que ele chegaria a atingir um público tão grande”,
diz a diretora Catherine Hardwicke, que começou a trabalhar no
projeto há dois anos, antes que a série de livros ganhasse status
de culto e uma base de fãs em todo o mundo.
Romance proibido
“Twilight” conta a história de Bella Swan (Kristen Stewart), uma adolescente introspectiva que se muda da ensolarada Phoenix para a chuvosa cidade de Forks, para viver com seu pai divorciado. Na sua nova escola, ela inicia um romance sobrenatural com o distante Edward Cullen (Robert Pattinson), parte de uma família de vampiros eternamente jovens, que lutam contra a própria natureza ao evitar alimentarem-se de seres humanos.








